Quem você pensa que é?

Quem você pensa que é?
Brasileira, mulher.

MOVA - SE

Quando pisar por aqui perca-se no tempo
A idéia do movimento contínuo
Tempo sem quebras
Movimento sem paradas
E sempre novos ares

que levam seus grãos de areia.



7 de maio de 2009

Animosidade


Touro!!!
Uma vez quis ser uma Vaca
mastiga, mastiga, mastiga
olha a paisagem
balança o rabo
uma, duas, três moscas
mastiga, mastiga, mastiga
balança o rabo
caga.

Será que seria mais fácil?
Facilidade animal
sem racional
ai, vida humana rala, feito leite de caixa
Mamar na vaca você não quer, né?
Anta!!!

Uma vez eu quis ser uma Anta...

3 de outubro de 2008

Upa, quem disse Viva


Esse lugar tem cara de Alagoa Secca?
Tem lagoa, e um passado vivo, úmido,
de suor, lágrimas e alegrias
Eita história atrevida
Vida mata
zona seca
pernambuca nordestina
Upatininga

20 de agosto de 2008

Pazeando na caosaldinha


Você já ouviu falar em Paz?
Não se fala dela.
Você já pensou na Paz?
Não se pensa nela.
Mas cuidado
Ela vem e chega pra ficar
Acomoda os sapatos na lareira
pra secar o mofo
Larga a mochila no sofá
e faz aquela zona na sua cozinha
Zona, paz
Combina?
Sim
Aí que tá
no não tá
No não se encaixar
desencaixotando a Paz
porque Paz e Amor
vou te contar, aprontam cada uma.
Antes eram hippies
Hoje, vixe,
tão por aí
Muito mais acessível
e dão na terra seca que nem maxixe!


30 de julho de 2008

Inverna


Se saí
Devia ter ficado
Às vezes queria viver numa caverna...
Ou que a caverna vivesse em mim

Inverna
Inverno
Inberna
Inverte





14 de julho de 2008

Casfundó de mente



Sem dó casa mente
Com semente semi plantada
arde a mente
cansa a rede
enche de água quente


Casfundó de mente
confundo só
e somente
casa cheia de clementes
quanta gente

não me entendem
sentem
eu, inconsequente
apenas, um espaço, somente

Confudi sementes
misturei solvente
dissolvi o diferente
desprezei o presente

Ausente
somente
Casfundó da mente
Ai que demente
Leite quente dá dor no dente
Da frente

Enfrente
o diferente
Se ausente
se não der
Invente

Perdi a pose, novamente!
Acontece. Passa. Renasce.
Somos , afinal de contas:
Sobreviventes.

22 de junho de 2008

Eu quem era eu, talvez eu saiba um dia ser eu

Já pensaram
Em todos os seus eus.
Eu?
Imagine só!
Nem sei quem sou eu.
Quem me dera conseguir pensar tantos eus.
Num mesmo eu.
Euzinha mesma?
Sozinha, tendo que pensar tanto em mim?
Quer dizer, em tantos mins?
Mim não ser capaz.
Tento dar conta de uma.
Aquela que gosta de verdura, tapioca potiguar e bolo de milho.
Isso sim!
Mas mim que não gosta. Eu que não quer. Eu e mins que vou te contar.
Nem pensar.
Basta eu, já tá bom né.
Mim que ri d'eu
Eu que chora de mim.
Me deixem só.
Sou assim,
e por ela sou da paz.
Sem eus ou mins
pra se ter dó
ou abrir asas pro azar.
Vai que os eus se confundam com os outros!




18 de junho de 2008

Pisando Fora: homenagem ao morro


E saí do ovo entrando no mundo
Quem disse que ali se acaba o fim
Primeiro cheguei e subi ladeira
Fiquei lá no castelo
Visão panorâmica cinematográfica

Muito bom


Mas cheiro de novo tinha que descer
Desci

Pisei no mundo de cá
De caos
Da lama ao caos

Vim pra onde os comerciantes fundaram livre: Recife
Até mais Olinda...agora só diversão
Os nobres, cobres e pobres que me perdoem
Mas a visão de baixo é mais perto do chão
E terra é bom
Não se afundando
Tá tudo legal
Tá tudo de real
Dona Cila que canta:
É lá no morro que é lugar de tirar onda
Beber cachaça, assoviar e esticar a lombra.

Viva Pernambuco, meu senhor!
Viva o Mundo, meu senhor!