Quem você pensa que é?

Quem você pensa que é?
Brasileira, mulher.

MOVA - SE

Quando pisar por aqui perca-se no tempo
A idéia do movimento contínuo
Tempo sem quebras
Movimento sem paradas
E sempre novos ares

que levam seus grãos de areia.



28 de julho de 2016

Retorno em voz maior

Passa, tudo passa, uva passa.
Voa, avoa, voaremos todos.
Que seja assim um bom retorno.

Oi, tem alguém aí?
Sim, eu, 5 anos mais velha.
Mais nova de alma, mais velha de certidão de nascimento.

Sem data de validade, sem data de vencimento.
Saudades, ares de areia.

Vamos arear por aí.
Buscando um novo tempo.
E mais poesia para esta rede mundial.

Tempos novos vão surgir.
Não temos mais tempo para Temer.
Pela vida, volto.
Pela arte, retomo a vida.
Pela liberdade, mantenho-me com o coração à esquerda.



18 de maio de 2011


Renova e passa a régua

Eu quero aquele sorriso de bom dia.

Olhos brilhando.

Boca seca,

ressaca,

apenas da bebida.

Mais cores lá e aqui.

E pode servir mais uma dose de vida, por favor!

A conta? Pode pendurar,

o dono me conhece.

8 de agosto de 2010


Roldana da vida

Rotina engole o humano

Mastiga, digere na saliva, por cima, de baixo da língua

Uma, duas, 35 vezes

Até que num pequeno esforço

Vai para o esôfago, estômago e entala

E fica lá, nó sem fim

Rotina entala e não passa

Humano fica estagnado

nem vai nem vem

estático, apático

rotineiramente parado

patéticamente na rotina.

20 de fevereiro de 2010

Soft way


Descabelo o belo
Deixo a onda molhar
O mal olhar
Lavar
Levar para o outro lado do mar
o meu desalento, atento pra não amar
Desfaço o nó muscular
de batidas em ritmos cinzas de um caosnaval nuclear
tanta coisa o mar levará
sabe-se lá!

Sargaço de mar, salgado, azedo fel de sim e não amar
Descaminhos em andar
Nas areias cansadas de pisadas tristes de um distante lugar
Águas de espumas me lavem, levem, alentem esse meu coração
que de ão não tem nada, pois anda tão inho,
apertadinho, esprimidinho
pronto para de seu suco supra sumo de novo caminhar.


16 de setembro de 2009



Fazia tempo que não passava por aqui
Fui
Voltei
Roda da fortuna
Da tua
Fortuna


Vermelho é a onda
Estante
Blusa
Colar
Boca
Só rubro sem negro
Flamengo sim
Negro não
Preto da solidão
mas negro sim da escravidão
Aprendo com eles Liberdade
Espaços entre a não-liberdade


Vermelho sim
Coração
Paixão
E o passado não me diz tudo.
A verdade
sim ou não.
Eis a grande indecisão.

Vivendo e aprendendo.
Do passado
dos caminhos
da solidão
da paixão
da liberdade
quer sim ou quer não.
Bem me quer
Mal me quer
queira-me então!
Eu de mim
me faço
branca
preta
verde
azul
e às vezes tudo em vão.

Hora da estrela
regra número um:
respire o seu cheiro
inspire-se em seu coração
que oras diz sim, oras diz não
saudades da Clarisse
bem que outro dia a mim mesma disse:
Macabéia é que tinha razão!
Do que?
Sei não
Nem lembro do livro

Lembro de corpo
e na memória está assim
registrada
as minhas, somente minhas, compartilhadas ou solitárias
sensações....
passadas, presentes e outras que ainda virão.
Quer sim, ou quer sim sim, não?























7 de maio de 2009

Animosidade


Touro!!!
Uma vez quis ser uma Vaca
mastiga, mastiga, mastiga
olha a paisagem
balança o rabo
uma, duas, três moscas
mastiga, mastiga, mastiga
balança o rabo
caga.

Será que seria mais fácil?
Facilidade animal
sem racional
ai, vida humana rala, feito leite de caixa
Mamar na vaca você não quer, né?
Anta!!!

Uma vez eu quis ser uma Anta...

3 de outubro de 2008

Upa, quem disse Viva


Esse lugar tem cara de Alagoa Secca?
Tem lagoa, e um passado vivo, úmido,
de suor, lágrimas e alegrias
Eita história atrevida
Vida mata
zona seca
pernambuca nordestina
Upatininga

20 de agosto de 2008

Pazeando na caosaldinha


Você já ouviu falar em Paz?
Não se fala dela.
Você já pensou na Paz?
Não se pensa nela.
Mas cuidado
Ela vem e chega pra ficar
Acomoda os sapatos na lareira
pra secar o mofo
Larga a mochila no sofá
e faz aquela zona na sua cozinha
Zona, paz
Combina?
Sim
Aí que tá
no não tá
No não se encaixar
desencaixotando a Paz
porque Paz e Amor
vou te contar, aprontam cada uma.
Antes eram hippies
Hoje, vixe,
tão por aí
Muito mais acessível
e dão na terra seca que nem maxixe!


30 de julho de 2008

Inverna


Se saí
Devia ter ficado
Às vezes queria viver numa caverna...
Ou que a caverna vivesse em mim

Inverna
Inverno
Inberna
Inverte





14 de julho de 2008

Casfundó de mente



Sem dó casa mente
Com semente semi plantada
arde a mente
cansa a rede
enche de água quente


Casfundó de mente
confundo só
e somente
casa cheia de clementes
quanta gente

não me entendem
sentem
eu, inconsequente
apenas, um espaço, somente

Confudi sementes
misturei solvente
dissolvi o diferente
desprezei o presente

Ausente
somente
Casfundó da mente
Ai que demente
Leite quente dá dor no dente
Da frente

Enfrente
o diferente
Se ausente
se não der
Invente

Perdi a pose, novamente!
Acontece. Passa. Renasce.
Somos , afinal de contas:
Sobreviventes.

22 de junho de 2008

Eu quem era eu, talvez eu saiba um dia ser eu

Já pensaram
Em todos os seus eus.
Eu?
Imagine só!
Nem sei quem sou eu.
Quem me dera conseguir pensar tantos eus.
Num mesmo eu.
Euzinha mesma?
Sozinha, tendo que pensar tanto em mim?
Quer dizer, em tantos mins?
Mim não ser capaz.
Tento dar conta de uma.
Aquela que gosta de verdura, tapioca potiguar e bolo de milho.
Isso sim!
Mas mim que não gosta. Eu que não quer. Eu e mins que vou te contar.
Nem pensar.
Basta eu, já tá bom né.
Mim que ri d'eu
Eu que chora de mim.
Me deixem só.
Sou assim,
e por ela sou da paz.
Sem eus ou mins
pra se ter dó
ou abrir asas pro azar.
Vai que os eus se confundam com os outros!




18 de junho de 2008

Pisando Fora: homenagem ao morro


E saí do ovo entrando no mundo
Quem disse que ali se acaba o fim
Primeiro cheguei e subi ladeira
Fiquei lá no castelo
Visão panorâmica cinematográfica

Muito bom


Mas cheiro de novo tinha que descer
Desci

Pisei no mundo de cá
De caos
Da lama ao caos

Vim pra onde os comerciantes fundaram livre: Recife
Até mais Olinda...agora só diversão
Os nobres, cobres e pobres que me perdoem
Mas a visão de baixo é mais perto do chão
E terra é bom
Não se afundando
Tá tudo legal
Tá tudo de real
Dona Cila que canta:
É lá no morro que é lugar de tirar onda
Beber cachaça, assoviar e esticar a lombra.

Viva Pernambuco, meu senhor!
Viva o Mundo, meu senhor!

20 de maio de 2008

Santo de casa faz milagre!!


Olha o tamanho do Santo!

Imagina só o Milagre...


Acenda uma vela faça um pedido
E depois agradeça

Ao Santo de Casa

Santa Casa
Da Misericórdia
Da Concórdia

Faça seu pedido e agradeça
mesmo que ele não aconteça
pois o que vale é a inteção

A educação

Quem sabe não tem um Santo Ético

Valeu Marias
Três Marias
Estrelas do Céu
Torre de babel



22 de março de 2008

Escolhas: mude seu passado


Você já pensou em seguir pelo outro lado?
A gente veio dali, mas podemos seguir por ali.

Quantas vezes você olhou para trás e viu suas pegadas.

Tortas
Marcadas
Ativas, mudando o cenário
Quase apagadas
Retas

Sem escolhas


Olha a areia do seu mundo
Você passa e fica lá
Só muda se a onda do mar vir
Se a maré subir
Se o vento soprar forte
Faça um furacão e mude seu passado
suas escolhas
suas pegadas

Será possível?

Sim, interpretações.

Sem complicações
Olhe e mude
lembre e apague
guarde na memória e bote fogo
Só não esqueça de guardar as cinzas
elas vão contar o que você não quis mais ser
Escolhas de um passado reescrito

Nasce verde, cresce amarelo e morre cinza
Nascem novamente azul
É o espírito de páscoa cristã.
Ressureição
Não
prefiro: reconstrução.
Mais real.

Solidão


Olhar para algum lado e não ver
Não poder andar mais de mil km
Não poder controlar o termômetro
Não poder.
Solidão

Nem tudo podemos
Mas
Queremos
Lutamos
Transformamos
Destino, quem faz?
Alguém

Compreender a impotência
impotentes adultos
que vivem numa bola de cultura
sai de mim uruca da história
Mude agora. Tudo, se possível.


17 de março de 2008

Caminhos






Andei

De uma ilha distante avistei
ondas de sensações
de uma Lua nascendo
de um Sol poente
de uma barco indo
um fim de trabalho comprido

profundo, sem fim

Águas grandes que na barra dormiram
Um avião, um carro, uma balsa, um barco, um abraço

Quantos caminhos

Lindo mundo de ontem
Fantásticos mundos de outrem
Paisagens belas de amanhã

Quantos caminhos

Belos Brasis bahianos

Nascem uns por aí
Sabem aqueles que te veêm.












26 de fevereiro de 2008

Você sabe o que é um ganzá ou mineiro?


Pois é, o tradicional cavalo marinho de Condado também sabia e tocava esse instrumento fazia tempo, mas parece que ultimamente eles estavam sem um bão....de doações que se vive a cultura popular pernambucana. Assistencialismo barato e alimentar para esse povo......elementar meu caro amigo, elementar....pelo menos eu não acho que "the culture" é estática.....vamos lá buscar, pesquisar e blá, blá, blá...vai indo na frente que eu vou buscar o rabequeiro......
Welcome to Brasil my lords.....

13 de fevereiro de 2008

A Lua e o Jegue ( Cap. 1)




Seria a Mula e o Jegue ou a Lua e o Jegue?










É a Lua, pois esse Jegue era tão estranho que nem mesmo tinha Mula.
Vocês sabem que, se tem dinheiro e é turista consegue chegar no vilarejo em 2 horas, mas gente comum ou turista sem dinheiro, chega em 5 horas no barco local.
Você, a menina que acabou de fazer um aborto, a outra que deixou o filho e agora amamenta o filho da outra pro peito não estourar; as duas gringas de mochila, colares e óculos escuros; os 10 tiozinhos que vieram fazer alguma coisa por lá, e as outras 15 tiazinhas que vieram pro posto de saúde, pro mercado, pra farmácia, para fazer coisas que existem em uma cidade normal.
E o Sol né.....pense em um tempo quente....mas daí como o Jegue chegou lá.
Na verdade, ele vem de uma safra de um pessoal que já morava por lá. Lá, ali, bem pertinho. Depois das duas dunas maiores, vc vira inclinado pra direita, corta mais 3 dunas daí vc começa a enxergar um pouco de verde, chegando mais perto começa a ver um pouco de água (que só tem em épocas certas e se continuar a chover).
Mais perto ainda, se a luminosidade do sol refletindo na areia te permitir, vc observa, além do verde, os coloridos, flores, galinhas, jegues, cabritinhos e gente.
Parece que ele veio daí, filho do jegue pai e da mãe mula manca. Infortúnios, a mãe era mula e manca, mesmo assim o Jegue sobreviveu e nasceu em terras onde seria útil.
Porque a vida é assim né gente, se você não serve pra alguma coisa no lugar onde vive, já viu, né: tá fudido!

12 de fevereiro de 2008

Quero ver....


Enquanto isso em Condado, onde está o Mamulengo.

Abertura do carnaval


Depois o que aconteceu.....sem registros.....só sei que o buraco sumiu